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  • Paulo Jelihovshi

A Teoria U e a Crise da Liderança


Muito tem se falado sobre a atual crise da Liderança, em que não temos mais líderes como antigamente, os líderes atuais são escassos e não nos representam etc. Na internet há muito o que ler sobre isso. Essa crise deve ser analisada de uma maneira a compreender as mudanças pelas quais o mundo vem passando. Com a maior facilidade de acesso a informações, o mundo está mais democrático, com mais micropoderes do que antes.

O mundo é mais complexo, diverso e dividido, e nessa complexidade encontrar pessoas que agradem grande número de pessoas é complicado. Deve-se entender que antes de um líder temos um contexto, que, como já foi dito, está cada vez mais complexo de ser lido e entendido. Depois, devemos ter alguém que venda uma visão de futuro interessante para aqueles que são afetados por este contexto. Aí, finalmente, teremos liderados que apontarão um líder legítimo para esse grupo.


Há algum tempo atrás, essa visão de futuro era construída por uma ou poucas pessoas, e as outras pessoas, privadas de informações confiáveis, compravam essa visão e legitimavam o líder. No atual contexto, essa visão construída por poucos perde cada vez mais seu sentido, e cada vez mais observamos o crescimento das visões de futuro construídas coletivamente. As ações coletivas são cada vez mais comuns e o líder deixa de ocupar seu lugar quase que messiânico para ser nada mais do que um mediador que integra as diferentes visões de indivíduos do grupo em algo que seja representativo para todos.


Nesse novo modelo de liderança, a Teoria U, que prega uma visão mais colaborativa e vivencial de processos humanos e gerenciais, vem para ajudar em vários aspectos. Primeiro, permite ao aspirante a líder a ler contextos de uma maneira mais eficiente, de forma a fazer com que as pessoas tendam a somar as visões, e não subtrair o que o grupo entende como diverso demais. Depois, ela nos ajuda a entender que a complexidade não deve ser simplificada, mas sim entendida e sintetizada para ser representativa a todos. Por fim, ela nos dá ferramentas para lidar com toda essa complexidade de maneira eficiente.


Estudar e entender a Teoria U nos ajuda a ter uma visão moderna do fenômeno que é a liderança e, principalmente, nos ajuda a entender que a tal crise pode não ser uma crise propriamente dita, mas sim um momento de transição e adaptação entre o líder messiânico, carismático, onipresente e incontestável, e o líder mediador. Quem entender isso primeiro e conseguir operacionalizar essa mudança seguramente alcançará os resultados que busca de forma mais eficiente.

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