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  • Paulo Jelihovshi

Entre a Zona de Conforto e o Stress no Trabalho


A Gestão de Pessoas, volta e meia, é tomada por alguns modismos. Um deles é o tal da Zona de Conforto. Empresários têm na ponta da língua que é fundamental tirar os colaboradores da Zona de Conforto para que estes produzam mais, cresçam, a empresa produza etc. Isso está correto. Mas a pergunta é: como fazer isso?


Ao contrário do que muitos acham, tirar colaboradores da Zona de Conforto não é difícil. Criar metas arrojadas, falsos alardes, desafios impossíveis... Tudo isso tira o cara do seu útero laboral em um piscar de olhos. E as vezes isso nem precisa ser feito de maneira oficial. Uma rádio-peão eficiente já dá conta do trabalho. Um boato de demissão espalhado de forma inadvertida pode ser suficiente para que a empresa produza rapidamente o que não produziu durante todo um ano. A Zona de Conforto é rapidamente rompida, mas isso é saudável?


Pode-se observar que tirar os funcionários dessa Zona de maneira mal planejada pode gerar o efeito inverso do desejado na empresa: stress contraprodutivo, absenteísmo nas alturas, doenças, demissões e baixa produtividade podem virar regra. Parece óbvio dizer isso, mas muitas empresas ainda pecam nesse quesito, exigindo do colaborador mais do que ele pode dar naquele momento. Vê-se aí uma sutil diferença entre fazer uma gestão estilo Saddam Hussein (termo cunhado por um cliente que, basicamente, diz que o caos e a pressão levarão ao bom desempenho por parte dos funcionários) e uma Gestão da Mudança programada, com etapas a serem cumpridas e estímulos graduais, que vão fazer com que, para a maioria dos colaboradores, sair da Zona de Conforto não seja um parto forçado, mas sim uma jornada de aperfeiçoamento profissional e melhoria da performance.

Note que essa mudança é voltada para a maioria. Uma minoria sempre ficará pelo caminho e, muitas vezes, pedirá para sair. O importante é que o empresário entenda que sair da Zona de Conforto, rumo ao desconhecido, não é fácil para ninguém, nem para o próprio empresário. É um processo de autoconhecimento, de ganho de competências técnicas e pessoais para explorar novas áreas profissionais que, caso a gestão dessa exploração seja bem feita, seguramente trará benefícios a todos os envolvidos, desde o próprio colaborador até a empresa para qual ou com a qual ele trabalha.

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